Esse assunto, por um tempo, me incomodou, mas hoje já não me incomoda mais e posso dizer: sou caipira mesmo, e daí?!

Não sei se você sabe um pouco da minha história, mas eu sou jauense. Pode acreditar: Jaú é uma cidade no interior do estado de São Paulo e que está dentro do mapa também! É uma cidade bem pequenininha, mas que, para mim, era uma cidade imensa e cheia de oportunidades.

Lá em Jaú, enquanto eu ainda não tinha aberto os meus olhos para outros lugares, eu achava que tudo ali era muito normal: a maneira como a gente falava, a maneira como a gente agia, a maneira como nos comportávamos, as nossas festas… Para mim, era tudo mais que normal!

Até que eu recebi uma proposta para estudar em uma cidade que, naquela época, eu achava que era uma cidade enooorme, que é Bauru. Quando cheguei em Bauru, percebi que os hábitos lá da minha cidade de origem não eram tão costumeiros por aqui. O meu jeito de falar acabou atraindo a atenção de muita gente, e, por um bom tempo, me zoaram muito!

Lá eu notei que, por eu falar com o meu sotaque, estava causando um certo estranhamento nas pessoas. Foi justamente esse estranhamento que as fizeram me categorizar como “a caipira”.

Mas conforme fui convivendo com as pessoas de Bauru, meu sotaque foi mudando um pouco e acabei me adaptando à maneira de falar dos bauruenses. Foi bem nessa época que eu comecei a prestar serviços às empresas de São Paulo também, e adivinha o que aconteceu? Exatamente a mesma coisa que aconteceu quando me mudei para Bauru: acharam meu sotaque muito engraçado e também me chamaram de caipira!

A partir daí, eu parei de me preocupar com o que as pessoas pensavam de mim e passei a me comportar da maneira que eu achava que deveria mesmo.

Quando entramos em contato com pessoas que são diferentes do nosso meio, devido a essas diferenças, acabamos categorizando-as em algumas situações. Em alguns casos, isso pode atrapalhar o desenvolvimento da pessoa, enquanto em outros, pode ajudar bastante.

Agora imagine se você, um dia, tivesse que morar em um lugar muito diferente do que está acostumado e tivesse que adquirir hábitos totalmente novos. O que você acharia daquelas pessoas diferentes e o que elas achariam de você? Pois é! Isso acontece todos os dias dentro das nossas empresas e organizações. Esperamos que as pessoas se comportem, falem e sejam exatamente como nós mas isso não vai acontecer!

Já o bacana disso tudo é que, no final das contas, temos a liberdade de sermos quem quisermos ser! E é justamente nesse processo que nós conseguimos nos desenvolver e buscar por mais aprimoramentos.

Então que, a partir de agora, você sendo caipira ou não, possa respeitar mais as diferenças das pessoas! E se você, porventura, é caipira também, quero que você assuma aos outros em alto e bom som: sou caipira mesmo, e daí?!

Os caipiras estão aí, ganhando o mundo também!

Tatiane Souza

 

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